>> Breves Rali Torrié 5

07 de Março de 2010

Ricardo Moura assumiu claramente a sua candidatura ao título de Grupo N no Campeonato de Portugal de Ralis, obtendo uma excelente vitória no Rali Torrié neste agrupamento. “Estou muito feliz por ter subido ao pódio e pela vitória na Produção. Ter conseguido juntar, estes dois resultados, foi de facto maravilhoso. Conseguimos finalmente materializar em resultados todo o trabalho feito em conjunto com a ARC Sport ao longo de um ano. Acho que com esta equipa e com o António Costa como navegador, poderei conseguir bons resultados. Só não consegui chegar ao 2º lugar, devido a problemas com a pressão do turbo que surgiram da parte da tarde, tendo piorado sempre os resultados das primeiras passagens”, afirmou. Ricardo Moura.

Também muito bom foi o resultado de Armindo Neves ao ser o segundo melhor Grupo N nacional perante uma concorrência de peso e melhor apetrechada. Armindo Neves optou por uma estratégia que passava “por andar soltinho e sem arriscar muito, mas que nos permitisse ir evoluindo a nossa condução. O resultado final é o que conta para a classificação e esse deixa-nos muito satisfeitos, pois confirma que a nossa estratégia foi a mais correcta, uma vez que estamos conscientes que, principalmente no asfalto, o nosso Evo VII está algo limitado face aos bem mais actuais e potentes Evos IX e X, pelo que temos que jogar com a cabeça e apostar na regularidade e também numa preparação cuidada do carro, para atingir os objectivos da equipa Roady Competition. Estes dois pontos para o Campeonato são um prémio para toda a equipa pelo trabalho que tem sido feito. Contudo, os nossos objectivos estão mais virados para o Grupo N, onde conseguimos ser segundos entre os pilotos portugueses, o que é de facto um excelente resultado para início de época”.

Não podia ter sido melhor o regresso de João Ruivo e Alberto Silva ao Campeonato de Portugal de Ralis, pois foram os vencedores do Campeonato de 2 Litros / 2 Rodas Motrizes. Com o objectivo traçado de pontuar e ganhar o maior ritmo possível, a equipa famalicense teve um andamento sempre constante e nem alguns contratempos ao logo da prova impediram de rodarem sempre entre os mais rápidos o que lhes dava, a apenas uma classificativa do final, o segundo lugar. A infelicidade de um dos seus adversários mesmo ao cair do pano acabou por lhes dar a vitória: “O Rali correu dentro do que tínhamos planeado, pois ficámos dentro dos sete primeiros em termos de geral e amealhámos os primeiros pontos, o que é muito bom”, começou por afirmar João Ruivo que falou depois da vitória que veio parar às suas mãos mesmo a terminar a prova: “Obviamente que ficámos contentes com o triunfo, mas ao mesmo tempo tristes pela forma como o Adruzilo Lopes o perdeu. De qualquer forma acaba por ser uma vitória em termos de CPR2 e isso é muito importante em termos de pontuação tendo em vista o objectivo de podermos lutar pelo título”.

Paulo Neto ficou no 4º lugar entre os concorrentes do Citroen Racing Trophy. Segundo Paulo Neto “a opção por pneus intermédios para chuva não foi a melhor, pois os troços da primeira secção da 2ª etapa foram ficando secos. Sentimos muitas dificuldades para conduzir nessas condições, o que se reflectiu nos tempos obtidos da parte da manhã até ao 6º troço. Mesmo assim, chegamos a andar na frente de alguma da nossa concorrência directa. Na parte da tarde rodámos mais depressa e mais de acordo com os nossos objectivos, mas um melhor resultado já estava comprometido depois do que se passou de manhã”. Para Daniel Amaral  que se estreava ao lado Paulo Neto e também no Campeonato de Portugal de Ralis, este foi “um bom rali para mim, que exige outra concentração. Gostei bastante de estar ao lado do Paulo e agora só espero ajudar para se obter mais e melhores resultados”.

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